Motor plano
comando das válvulas
Motor plano
comando das válvulas
O motor é a fonte de energia do automóvel. Converte a energia calorífica produzida pela combustão da gasolina em energia mecânica, capaz de imprimir movimento nas rodas. O carburante, normalmente constituído por uma mistura de gasolina e ar (a mistura gasosa), é queimado no interior dos cilindros do motor.
A mistura gasosa é formada no carburador ou calculada pela injeção eletrônica, nos motores mais modernos, e admitida nas câmaras de explosão. Os pistões, que se deslocam dentro dos cilindros, comprimem a mistura que é depois inflamada por uma vela de ignição. À medida que a mistura se inflama, expande-se, empurrando o pistão para baixo.
O movimento dos pistões para cima e para baixo é convertido em movimento rotativo pelo virabrequim ou eixo de manivelas o qual, por seu turno, o transmite às rodas através da embreagem, da caixa de câmbio, do eixo de transmissão e do diferencial. Os pistões estão ligados ao virabrequim pelas bielas. Uma árvore de cames, também conhecida por árvore de comando de válvulas, movida pelo virabrequim, aciona as válvulas de admissão e escapamento situadas geralmente na parte superior de cada cilindro.
Hoje, todos os carros possuem uma bateria recarregável de 12 volts. Essa bateria alimenta tudo o que é elétrico: o computador de controle do motor, o sistema de ignição, o radio, os faróis, etc. Portanto, ela é vital para a operação do carro.
Assim como todas as baterias, uma bateria de carro poderia eventualmente parar de funcionar se não fosse recarregada, por isso seu carro possui um sistema de recarga integrado. A maioria dos carros possui um alternador, juntamente com um regulador de voltagem, que mantém a bateria carregada e também fornece eletricidade para o veículo quando o motor está funcionando. Um alternador comum pode produzir de 500 a 1.000 watts quando necessário.
Como o seu carro depende muito da bateria, ele tem uma luz de bateria no painel, projetada para alertá-lo no caso de falha do sistema de carga. Um circuito simples verifica a voltagem que o alternador está produzindo e acende a luz da bateria caso a voltagem esteja baixa. A luz da bateria indica um problema do sistema de carga da bateria. Se essa acender e permanecer acesa enquanto você estiver dirigindo, isso geralmente deve-se ao fato do rompimento da correia do alternador. Outra possibilidade é defeito do próprio alternador.
O motivo pelo qual seu carro consegue operar normalmente se a luz da bateria estiver acesa é que ele pode utilizar a energia armazenada na bateria. Seu carro funcionará bem até que a bateria se descarregue totalmente. Quando isso acontecer, nada mais funcionará. Quando a luz da bateria estiver acesa, você ainda poderá dirigir seu carro até uma oficina, nada irá se danificar. Mas é melhor chegar à oficina antes que a bateria fique descarregada e seu carro não possa mais andar.
Catalisador ou conversor catalítico é um dispositivo que converte três componentes nocivos do sistema de escapamento do carro em compostos inofensivos.
Os três compostos nocivos são:
Em um conversor catalítico, o metal catalisador (na forma de platina, ródio e paládio) é envolto em núcleos cerâmicos ou contas cerâmicas que são abrigados numa caixa parecida com um silenciador, anexada ao cano do escapamento. O catalisador ajuda a converter o monóxido de carbono em dióxido de carbono. Ele converte os hidrocarbonetos em dióxido de carbono e água. Converte, também, óxidos de nitrogênio em nitrogênio e oxigênio.
Todo o processo de "dar partida no carro quando o tempo está frio" pode ser um grande problema para as pessoas que vivem na região Norte dos Estados Unidos e, principalmente, para aquelas que vivem em lugares muito frios, como o Alasca. Há três fatores que explicam por que é difícil dar partida nos carros nessa situação.
1 - A gasolina, como qualquer outro líquido, evapora menos quando está frio. Você já deve ter visto isso – se você jogar água numa calçada quente, ela irá evaporar muito mais rápido do que em um lugar frio, como uma calçada na sombra. Quando fica muito frio, a gasolina evapora lentamente, assim, é mais difícil queimá-la (a gasolina deve ser vaporizada para queimar). Algumas pessoas borrifam éter em seus motores no inverno para ajudá-los a dar partida. Isto porque o éter evapora melhor do que a gasolina no frio.
2 - O óleo fica mais denso quando está frio. Provavelmente, você sabe que a calda de um doce ou mel frios no refrigerador são muito mais grossos do que quando estão quentes. Com o óleo acontece a mesma coisa. Assim, quando tentamos dar partida no motor frio, o motor encontra resistência para girar em meio ao óleo mais pegajoso e isso o torna mais difícil de ser acionado. Em regiões realmente frias, as pessoas devem usar óleo sintético no motor porque este tipo de óleo mantém-se líquido em baixas temperaturas.
3 - As baterias também apresentam problemas no frio. A bateria é uma caixa cheia de substâncias químicas que produzem elétrons. As reações químicas nas baterias dão-se mais devagar quando ela está fria, assim ela produz menos elétrons. Portanto, o motor de partida tem menos energia para funcionar quando tenta fazer o motor funcionar e isso faz com que o motor gire de forma mais lenta.
Estes três problemas podem impossibilitar a partida do motor quando o tempo está muito frio. Às vezes as pessoas deixam seus carros em garagens aquecidas ou utilizam "aquecedores de bloco" para contornar estes problemas. O aquecedor de bloco é um pequeno aparelho elétrico que vai instalado no bloco do motor, num dos orifícios de segurança para o caso de congelamento do líquido refrigerante, e que, ligado numa tomada na parede, mantém o motor aquecido.
No Brasil, álcool
No Brasil há outro combustível para automóveis e veículos comerciais leves além da gasolina: o álcool, também chamado de etanol. O grande problema do álcool é a partida do motor a frio mais difícil do que no caso da gasolina. Abaixo de 14° C o álcool tem vaporização difícil e por esse motivo os carros a álcool ou os flexíveis em combustível (que podem ser abastecidos com gasolina, álcool ou mistura dos dois em qualquer proporção) precisam de um sistema auxiliar de fornecimento de gasolina ao motor. Essa gasolina fica armazenada em um pequeno reservatório de cerca de meio litro e é enviada por uma pequena bomba para o coletor de admissão automaticamente sempre que a temperatura baixar de 14° C. A indústria automobilística tem trabalhado para abaixar essa temperatura crítica e no Corsa 1,4-litro 2008, flexível, ela já chegou a 8° C. Só abaixo disso é que ocorre o suprimento adicional automático de gasolina.
As engrenagens que compõem as marchas à frente são todas helicoidais, salvo raras exceções. Os dentes deste tipo de engrenagem são cortados em ângulo com sua face. Quando dois dentes em um sistema de engrenagem helicoidal se juntam, o contato se inicia em uma extremidade do dente e se desloca à medida que as engrenagens giram, até que os dois dentes estejam totalmente engrenados. Este engate gradual faz as engrenagens helicoidais operarem de maneira mais suave e silenciosa que as engrenagens de dentes retos. Além disso, devido ao ângulo dos dentes desta engrenagem, mais dentes se encaixam ao mesmo tempo. Isso leva à distribuição da carga e reduz o esforço.
O único problema com as engrenagens helicoidais é que é difícil deslizá-las para engrenar e desengrenar. Em uma caixa manual, as engrenagens à frente permanecem constantemente engrenadas umas às outras e as luvas de engate, controladas pela alavanca de mudança, travam as diferentes engrenagens na árvore de saída. A marcha ré de uma caixa manual usa uma engrenagem intermediária - a engrenagem de dentes retos grande, que se pode ver no lado direito da figura abaixo - que tem que deslizar e engrenar-se com duas outras engrenagens do mesmo tipo para inverter a direção da rotação. Portanto, devemos observar que para a ré são utilizadas três engrenagens, todas de dentes retos.
A maioria das engrenagens em uma caixa manual tem dentes helicoidais. As três engrenagens que compõem a marcha a ré têm dentes retos. A engrenagem dentada grande à direita desliza para colocar o carro em marcha a ré. |
As engrenagens de dentes retos deslizam em movimento axial com mais facilidade que as engrenagens helicoidais. Sendo assim, as três engrenagens usadas para a ré são engrenagens de dentes retos.
Sempre que um dente reto de engrenagem encontra outro de uma engrenagem do mesmo tipo, seus dentes colidem em vez de deslizarem suavemente para o contato, como acontece nas engrenagens helicoidais. Esse impacto produz muito ruído e também aumenta as tensões nos dentes das engrenagens. Quando você ouvir um ruído alto parecido com um zumbido ao dar ré no seu carro, o que você ouvirá é o som dos dentes das engrenagens batendo entre si.